14 fevereiro 2014

Cerimônia de cremação de cinegrafista reúne família



A cerimônia de cremação do corpo do cinegrafista Santiago Andrade aconteceu nesta quinta-feira (13) no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju, Zona Portuária do Rio. A cremação ocorreu em uma sala diferente de velório e foi restrita aos amigos próximos e familiares.
O velório começou por volta de 8h30 e contou com a presença de jornalistas, policiais militares que são amigos da família, e do Arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta. Durante a cerimônia, foram soltadas pombas, simbolizando pedidos pela paz.
A despedida do corpo de Santiago acontece uma semana após a manifestação na Central do Brasil, na ultima quinta-feira (6), local onde o cinegrafista foi gravemente ferido por um rojão lançado por manifestantes.
A viuva de Santiago, Arlita Andrade chegou ao memorial por volta das 8h30 usando uma camisa do Flamengo, time do coração do cinegrafista, com uma homenagem nas costas. “Santiago sempre te amarei”, faz alusão ao grito de guerra do time cantado pelas torcidas rubro-negras. A filha de Santiago, Vanessa Andrade, também estava presente.
Vanessa fez um pronunciamento dentro da capela. Ela agradeceu a presença de todos os amigos e familiares e disse que pretende cobrar pela segurança de quem trabalha em situações de risco. “Eu não vou deixar o nome do meu pai em vão. Eu vou exigir da Band que dê segurança [aos funcionários]“, disse.
No velório, vários jornalistas que conheciam Andrade chegaram ao local vestindo uma camisa com uma charge em homenagem ao profissional da TV Bandeirantes. Atrás, havia a frase: “Poderia ter sido um de nós”.
Colegas de trabalho também relembraram os momentos de alegria e descontração do amigo. “Ele era um cinegrafista que gostava do jornalismo do cotidiano, do factual. Sempre foi muito cavalheiro, gentil, trabalhava de peito aberto e acompanhou meu crescimento na carreira desde o inicio”, contou a apresentadora Mariana Rosadas.
Fernando Mitre, diretor de jornalismo da Bandeirantes, ressaltou a importância de levar a discussão sobre a violência em manifestações à esfera legislativa. “Mais uma vez uma tragédia que poderia ter sido evitada se tantas providências necessárias tivessem sido tomadas antes. Hoje há uma discussão em Brasília sobre a mudança na legislação, mas eu acho que é muito mais do que isso que a gente precisa. Há uma irracionalidade e desordem absurdas, isso todo mundo vê.  Acho que durante um certo tempo todos vimos isso com uma naturalidade que não é adequada. Você não pode imaginar que mascarados sejam vistos como representantes de algo legítimo”, contou.
Na praia de Copacabana, na Zona Sul, o movimento Rio de Paz estendeu uma cruz preta de 15 metros para homenagear o cinegrafista. Uma câmera com flores, uma faixa com a foto dele e uma mensagem também compunham o cenário. (G1)
Blog Bruno Brito
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