19 julho 2014

“Não acredito que Eduardo seja melhor opção”

Vereadora concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira (Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco)
Depois de externar mais uma vez insatisfação com seu partido, o PSB, a vereadora do Recife Marília Arraes convocou coletiva de imprensa para divulgar sua posição. Negando que esteja vinculada à sua (não) candidatura – ela já havia anunciado a desistência de disputar uma vaga na Câmara Federal –, a socialista revelou que decidiu apoiar a coligação Pernambuco Vai Mais Longe, que tem o senador Armando Monteiro Neto (PTB) como candidato ao Governo do Estado. Na entrevista, ela também afirmou que não vê o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) como a melhor opção para governar o País a partir de 2015 e anunciou que vai apoiar a presidente Dilma Rousseff (PT). Confira, abaixo, algumas declarações de Marília Arraes:
Eleição municipal
“Critiquei a postura do partido em não conduzir democraticamente os processos. Tanto no sentido da democracia interna do partido, que nunca foi tão bem elaborada, mas tinha os trâmites respeitados e a militância também respeitados. E também quanto à escolha dos candidatos. Eu queria até dar uma explicação sobre a eleição de 2012 e essa de 2014, em relação aos candidatos que foram representantes do nosso partido. Eu vejo o contexto de 2012 completamente diferente de 2014, no sentido de que a gente tinha um planejamento, pelo menos é o que nos era passado, que tínhamos a intenção sim de apoiar um candidato do PT. Mas diante de alguns episódios que houveram, terminou que o partido precisou tomar a decisão de ter candidatura própria, o que era uma tese que eu defendi. Eu fui a primeira a defender, e que fui bastante repreendida e reprimida no início e depois veio a se concretizar.”
Eduardo Campos
“A candidatura do presidente nacional do nosso partido Eduardo Campos, eu vejo como muito legítima. Eduardo foi militante a vida inteira, ao contrário dos candidatos que ele “escolhe”, digo entre aspas porque não consigo dizer isso com naturalidade. Eu vejo em atos pessoas dizerem com a maior naturalidade que o governador escolheu Paulo Câmara porque ele é o melhor. Eu me sinto mal com isso, e por mais que haja um peso maior na palavra do nosso líder no partido. A gente não pode considerar que porque ele escolheu aquele é o melhor candidato. Eduardo não foi escolhido, não foi beneficiado pelos laços de parentescos com Miguel Arraes. Eduardo passou a vida inteira militando politicamente e é uma pessoa preparada. Então ele é legítimo para disputar a eleição presidencial representando o nosso partido. Mas no momento atual eu não acredito que seja a melhor opção para o nosso País, principalmente por causa dessas incoerências que vemos acontecer em Pernambuco.”
Presidência
“Eu vejo agora ataques infundados à presidente Dilma Rousseff, quatro anos atrás estávamos votando nela, apoiando como um projeto de continuação do governo Lula, e a gente sabe que votamos em projeto e não em pessoas. A pessoa não pode chegar dizendo que o projeto de Lula foi bom e que o governo de Dilma é ruim. Não posso dar uma palestra sobre economia, mas se existem falhas, existem coisas que precisam ser melhoradas na economia, sabe que são reflexos do presidente Lula e que precisam ser melhorados, sim. Temos que apoiar um projeto em que nós apoiamos desde 1989. Por isso, tomei a decisão de apoiar a candidatura da presidente Dilma, não sei se posso dizer apoiar, mas de dar meu voto à presidente Dilma e de dar meu voto a Armando Monteiro e a João Paulo e a coligação Pernambuco Vai Mais Longe. Por todos os motivos que elenquei, e pelo fato de ter retirado minha candidatura da forma como retirei, e criticar as alianças e todo o projeto que tava sendo defendido, eu não poderia votar em um candidato da Frente Popular.”
Relação familiar
“Então eu acho que faço a velha política, porque agir dessa forma parece subversiva. Foi assim que agi. Até hoje não sei porque não tive apoio do partido, nunca fui procurada por ninguém, não tive nenhuma explicação. Simplesmente não era conveniente ao partido. Recebi recado por diversos emissários e não tive contato com Eduardo Campos. E por isso quero deixar claro que nessa posição política é completamente separada da pessoal. Tenho relação familiar muito boa, sempre nos demos muito bem. Mas na política, não é a primeira vez que há discordância. Eu tentei falar com ele sim, diversas vezes, mas não fui recebida. E foi por isso que não deixei de tocar minha candidatura, talvez tivesse tido a ilusão de que eu tocando minha candidatura (a federal), recebendo apoios e as pessoas fossem aceitando bem meu nome. Ele poderia reconhecer mais adiante, mas a política do PSB está diferente. A política do PSB tá de candidatos biônicos, você tem que ser escolhido. A mesma forma como governador a deputados federais.”
Candidatura
“Insisti na minha candidatura, mesmo que para perder. Por que não? Mas resolvi não ser candidata para não contribuir com a chapa, poderia até ganhar se eu quisesse usar tudo que estou fazendo politicamente, eleitoralmente. Poderia ganhar votos, porque eu tenho certeza de que tem muita gente aplaudindo o que estou fazendo por debaixo da mesa e só esperando a roda gigante girar, para expor sua opinião. Infelizmente eu tenho que ser muito sincera nesse sentido. E isso aí estava muito claro, não era pra mim, mas para muitos outros candidatos do partido. E isso eu lamento, por muito desses candidatos não ser mulher.”
Deixar o partido
“Não pretendo deixar o partido. Eu fico muito impressionada com a quantidade de gente que me pergunta se eu pretendo deixar o PSB ou quero deixar. Tenho 30 anos e há mais de 10 anos eu me dedico ao partido, ou seja, há mais de um terço da minha vida eu dediquei ao partido. Eu estou fazendo críticas publicamente, porque eu não tenho espaço para fazer internamente. Inclusive queria parabenizar o nosso candidato da Juventude, Vitor, que era secretário que estava construindo a candidatura e a teve minada, sem nenhum diálogo, sem sequer um aviso. Houve o Congresso Nacional e o partido sequer enviou nenhum delegado que foi eleito no congresso da juventude. Talvez porque eu estivesse presente e fiz colocações que terminaram mudando o rumo da colocação das chapas. Não tem ambiente de discussão interna do partido, existe ambiente de obediência interna no partido. Por isso estou fazendo essas críticas, e eu espero que o partido melhore não só com minhas críticas, mas com o de outros também com as mesmas opiniões, principalmente de companheiros históricos e os filiados recentemente. Quero que o PSB volte a ser partido como na época de Miguel Arraes.”
Blog Bruno Brito
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