14 julho 2018

Restos mortais de médico podem levar até dez dias para serem liberados

Ainda não há data prevista para a liberação dos restos mortais do médico cardiologista e advogado Denirson Paes da Silva, de 54 anos, que passam por perícias antropológica e tanatoscópica no Instituto de Medicinal Legal (IML) de Santo Amaro, no Recife. Enquanto parte dos parentes cuida em Pernambuco de questões burocráticas como liberação de corpo e andamento das investigações, em Campo Alegre de Lourdes, na Bahia, distante 1026 quilômetros do Recife, os pais do cardiologista, Francisco Ferreira da Silva, de 79 anos, e Bertolina da Silva, conhecida como dona Moreninha, 75, aguardam ansiosos notícias sobre o translado.
Eles já preparam uma solenidade simples para o Adeus ao médico, com velório em uma igreja e sepultamento no cemitério local. Muito abalados e sob o efeito de medicamentos, recebem o suporte da filha Cleonice Paes da Silva, 55, e do neto Daniel Paes, 20, filho caçula de Denirson.
Com a ordem natural da vida invertida, seu Francisco e dona Moreninha vão ver o filho inaugurar o jazigo da família. “Num futuro, quando outro partir, ficará lá junto com ele”, comentou o pai do médico.
Apesar de não ter sido estabelecida uma data precisa para a conclusão das perícias no IML, os exames devem durar em torno de dez dias para serem concluídos. Os médicos legistas enfrentam um trabalho árduo, tentando identificar a causa mortis em fragmentos de um corpo esquartejado e em avançado estado de decomposição.
De acordo com a gerente-geral da Polícia Científica, Sandra Santos, as análises na cabeça e tronco do cardiologista, partes encontradas apenas na última quinta-feira (12), foram iniciadas nesta sexta (13). “É uma perícia difícil. Os profissionais trabalham com toda a técnica, cuidado e ciência do mundo para esclarecer de que forma o cardiologista foi assassinado”, disse.

Entenda o caso

O desaparecimento de Denirson Paes da Silva vinha sendo investigado desde meados de junho. Em um Boletim de Ocorrência registrado no último dia 20 de junho, a farmacêutica Jussara Rodrigues Silva Paes, 54, alegava que a vítima teria viajado para fora do País e que não teria retornado.
A delegada Carmem Lúcia desconfiou do envolvimento dos familiares e solicitou um mandado de busca e apreensão no condomínio em que eles moravam. Para a polícia, há indícios suficientes da participação de mãe e filho na ocultação do cadáver do médico. Eles estão presos na Colônia Penal Feminina do Recife e no Cotel, em Abreu e Lima. (Folha PE)
Blog Bruno Brito
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