10 janeiro 2020

Após registro de morte de saguis, Pernambuco vai oferecer vacina contra a febre amarela para toda a população


A partir de março, a vacina contra a febre amarela vai ser oferecida nos postos de saúde de Pernambuco, para toda a população, sem necessidade de comprovação de viagem a áreas de risco. A inclusão do estado como área de recomendação foi anunciada pela Secretaria Estadual de Saúde em meio ao alerta provocado pela descoberta de 14 saguis mortos num condomínio em Aldeia, Camaragibe. Os moradores do residencial e de seu entorno já serão vacinados, de forma antecipada, a partir do sábado. A decisão foi tomada pelas autoridades de saúde do estado e do município.

A morte dos saguis está sendo investigada pela SES e pela Vigilância Ambiental do município. Seis animais foram encaminhados ao Departamento de Veterinária da UFRPE para passarem por necrópsia. Outros oito estavam em estado avançado de decomposição. As amostras foram enviadas ao Instituto Evandro Chagas, no Pará. O órgão averiguará o que pode ter provocado os óbitos. Entre as suspeitas estão o contágio de herpes, dengue ou febre amarela, além de envenenamento. O resultado sai em até 20 dias.

“A campanha de vacinação contra a febre amarela já aconteceria em março. O fato de ter havido 14 óbitos provocou a antecipação porque a vacina é uma forma de prevenção. Vamos começar no perímetro onde ocorreram as mortes e cobrir todo o município. É importante ressaltar que não temos o vírus circulante. Esta é uma forma de prevenção já prevista no calendário vacinal nacional e estamos apenas adiantando o cronograma de forma preventiva”, esclareceu a coordenadora municipal de imunização, Maria José Neves.

Os macacos não podem transmitir a doença a humanos – assim como nós, eles são contaminados por mosquitos – e matar os primatas é crime previsto em lei. De acordo com a Secretaria de Saúde do estado, as primeiras mortes foram notificadas em 26 de dezembro. Desde então, técnicos do Programa Estadual de Controle das Arboviroses estiveram no condomínio para coletar os animais e enviá-los ao Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco.

“Caso alguém encontre um animal morto, deve acionar a Secretaria Municipal de Saúde para que faça a manipulação correta e notifiquem os casos. É importante que a população não alimente animais silvestres”, disse a gerente do Programa de Controle das Arboviroses da SES-PE, Claudenice Pontes.

Desde 2017, Pernambuco faz vigilância em epizootia para monitorar a mortalidade de primatas. Desde então, não há nenhum óbito relacionado à febre amarela desses animais no estado. “É importante que a população saiba que os macacos podem nos salvar porque estão mais vulneráveis e podem nos ‘informar’ com mais rapidez da presença de algum vírus por estarem mais suscetíveis. O herpes, por exemplo, é muito comum em animais de vida livre. Então, muitas pessoas que dão comida, mordem uma banana e oferecem ao macaco, e podem passar ao animal. Para eles, a herpes pode ser fatal”, disse a professora Maria Adélia Oliveira, do departamento de morfologia da UFRPE.

De acordo com a Secretaria de Saúde, o estado não registra casos autóctones (circulação interna) de febre amarela em Pernambuco desde 1938.

Com informações do Diário de Pernambuco

Blog Bruno Brito
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