03 julho 2018

Com fim da era Uchôa, deputados já discutem sucessão

A morte do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Guilherme Uchoa (PDT), nas vésperas do início da corrida eleitoral, irá interferir diretamente na correlação de forças do estado. Isso porque, após 12 anos sob o comando o deputado, a Casa de Joaquim Nabuco terá de escolher um novo regente que, neste caso, terá forte influência na dinâmica política local, mesmo assumindo um mandato tampão. Assim, mesmo ainda de luto, parlamentares foram obrigados a pensar nos critérios que devem ser adotados para a sucessão e quais os nomes de consenso que podem assumir a missão.
De acordo com o regimento interno da Alepe, os deputados devem eleger um novo presidente dentro de cinco sessões. Porém, os trabalhos só devem ser retomados em agosto, na volta do recesso. Daqui para lá, o deputado Cleiton Collins (PP) assume o posto interinamente e os parlamentares terão que decidir se o cargo deve ser ocupado com base na cláusula de proporcionalidade, que contempla o partido que tiver mais deputados eleitos.
Este critério não serviu para condução de Uchoa por seis mandatos como presidente da Casa. Sua força e influência política foram suficientes para ter o reconhecimento do governador Paulo Câmara (PSB). Mas caso a tese prevaleça, há quem diga que o poder do PP, liderado em Pernambuco pelo deputado federal Eduardo da Fonte, pode aumentar, já que possui a maior bancada na Alepe, com 14 dos 49 integrantes. A sigla aumentou de tamanho com a filiação de vários quadros, no período da janela partidária, neste ano.
Entretanto, outros nomes também passaram a ser cotados, como o do deputado Romário Dias (PSD), que á presidiu a Casa por três vezes. Em 2016, ele cogitou disputar a vaga, mas desistiu após entendimento com Uchoa para formação de uma chapa única. Para ele, que afirmou estar disposto a encarar o desafio novamente, a proporcionalidade não deve ser mais uma vez decisiva.
“O regimento diz que sempre que possível é para se usar a proporcionalidade. Então até aqui não se usou e agora não vai se usar. Os deputados devem conversar e chegar a um consenso para indicar um novo presidente. Acho que não terá bate-chapa. Não pensei nisso. Acho que não é momento para falar nisso. Mas a partir de amanhã vamos começar a conversar. Se acharem que chegou a minha vez, posso entrar. Se não, apoiarei outro, sem problema. Para mim é tranquilo entrar ou apoiar alguém. Não acho interessante um cabo de guerra com seis meses para terminar o mandato”, colocou Romário, que passou a ser o primeiro vice-presidente, com a morte de Uchoa.
Por sua vez, o deputado estadual e líder da bancada de oposição, Silvio Costa Filho, afirmou que as conversas devem ser iniciadas na quarta-feira (4). “Esse episódio pegou todos de surpresa. É um momento muito triste para Pernambuco e para a Alepe e não tratamos ainda desse assunto. Ao longo do dia de amanhã conversaremos com o presidente em exercício e faremos uma reunião com os líderes”, pontuou. (Folha).

Blog Bruno Brito
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