17 julho 2018

Diante do alerta para surto de sarampo no Brasil, infectologista de Petrolina faz recomendações

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um comunicado alertando para o aumento no número de casos de sarampo no Brasil, que é o segundo país da lista com relação aos casos confirmados. Em 2016, o continente americano foi o primeiro a receber o certificado da Organização Pan-Americana de Saúde de que estava livre do sarampo. Entretanto, desde o ano passado a doença tem crescido em todo o mundo. Para enfrentar o surto, o Ministério da Saúde está trabalhando em coordenação com os governos estaduais e municipais para realizar campanhas de vacinação.

Em Pernambuco ainda não foi confirmado nenhum caso da doença. Foram 39 notificações, todas descartadas por exame laboratorial. Apesar disso, o Hospital Dom Malan/IMIP de Petrolina alerta que os cuidados devem ser redobrados. E a melhor forma de evitar a doença é tomando a tríplice viral, que imuniza o organismo também contra a rubéola e a caxumba.

O sarampo é uma doença altamente contagiosa, causada por um vírus que pode ser transmitido por via respiratória. Os sintomas começam a aparecer em 12 dias e incluem manchas na pele, tosse, febre e mal-estar. Além disso, em situações mais graves pode levar à pneumonia, inflamação no cérebro, cegueira e até mesmo à morte.

Não há uma causa específica para o sarampo. O vírus circula por não ter uma população completamente imune. O diagnóstico é basicamente clínico, porém pode ser confirmado com exames laboratoriais específicos. Também não existe tratamento específico para o sarampo, apenas para os sintomas, que consiste em: hidratação, alimentação saudável e medicamentos sintomáticos para febre, náuseas e vômitos.

Pacientes com sarampo, em geral, apresentam uma boa recuperação. Crianças menores de 5 anos, adultos, gestantes e pessoas imunodeprimidas são o grupo de maior risco de complicações.

“Os sinais iniciais de sarampo surgem até 14 dias após ter estado com alguém infectado, no entanto, após cerca de 3 dias é comum que apareçam as manchas típicas de sarampo que não coçam e se espalham por todo o corpo. Deve-se sempre consultar um pediatra ou clínico geral para confirmação do diagnóstico, pois os sintomas são muito parecidos com os da rubéola, catapora, roséola e até uma alergia a medicamentos”, destaca o médico infectologista do HDM, Washington Luis.

Vale ressaltar que as vacinas contra o sarampo podem ser encontradas na rede de atenção básica (postos de saúde). Para saber onde procurar e qual o público alvo é só entrar em contato com as secretarias municipais de saúde.

Ascom

Blog Bruno Brito
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