18 junho 2015

E agora, Jose? Seca no Rio São Francisco atinge situação mais crítica da história

A seca no Rio São Francisco atingiu a situação mais crítica da história. Se não chover nos próximos meses, a Usina Hidrelétrica de Sobradinho vai perder a capacidade de gerar de energia.
Um barquinho fora d’água, e a água do lago de Itaparica cada vez mais longe dele. A igreja da antiga Petrolândia, inundada na década de 80, está quase toda descoberta. Antes, só dava para ver o teto.
“Aqui onde nós estamos ele está com uns oito metros, quando ele está na cota ele vai para 18”, José Augedi Ferreira, pescador.
Jornal Nacional: Secou muito?
José Augedi Ferreira: Secou muito. Está no caos.
O reservatório de Sobradinho está com 20% da capacidade de armazenamento, que é de 34 bilhões de metros cúbicos. Desde a semana passada, a Chesf mantém a vazão entre 900 e mil metros cúbicos por segundo. Na hidrelétrica de Xingó, no cânion do Velho Chico, só três das seis turbinas estão funcionando.
O Jornal Nacional esteve a seis quilômetros abaixo da represa de Xingó e a região ainda faz parte do cânion. O problema no local são as pedras que antes ficavam todas cobertas no fundo do rio e que agora estão do jeito mostrado no vídeo acima e fica cada vez mais difícil de se navegar pela região.
Para o Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco, organização com representantes da sociedade civil e dos governos federal, estaduais e municipais a culpa não é só da falta de chuva não.
“Vez ou outra se pede a redução da vazão e não se trabalha num planejamento mais eficaz para que o sistema interligado nacional de energia possa garantir a energia para o país e deixar o rio São Francisco um pouco mais ameno”, diz Maciel Oliveira, Comitê Bacia do São Francisco.
A hidrovia do São Francisco já foi uma das mais importantes do país. Tanto que foi preciso construir uma eclusa para passar embarcações grandes, cheias de grãos. Mas nos últimos anos ela muito pouco é usada. A navegação pelo local diminuiu 70%.
Embarcações que antes transportavam quatro mil toneladas de grãos por viagem estão paradas no porto de Petrolina, Pernambuco, há mais de um ano. Quase cem trabalhadores foram demitidos.
“A última viagem que foi feita, em abril de 2014, foi uma viagem que demorou 42 dias. Isso aí é terrível, não tem condições de suportar”, lamenta Francisco Emício dos Santos, diretor do porto.
A Companhia Hidrelétrica do São Francisco, Chesf, diz que recebeu autorização especial do Ibama e da Agência Nacional de Águas, ANA, para diminuir a vazão e evitar que o rio seque.
“Felizmente temos um sistema de barragem. Porque se ele não existisse, as vazões eram até menores. Chegariam vazões de 400 metros cúbicos por segundo, 300 metros cúbicos por segundo. E um sistema de barragem, além de propiciar a geração de energia elétrica, ele regulariza o rio propiciando vazões importantes durante todo o ciclo”, afirma Mozart Arnaud, diretor de operação da Chesf.
A Agência Nacional de Águas declarou que o Operador Nacional do Sistema Elétrico pediu a diminuição de vazão do Rio São Francisco para preservar o volume de água dos reservatórios de Sobradinho e de Xingó.
A agência declarou também que está avaliando com a Chesf e com o Ibama as consequências da manutenção da vazão mínima do rio. O Ibama não quis se pronunciar.(O Globo)
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