04 abril 2019

Gol e Latam entram na briga com a Azul pela Avianca

Ao lado da Azul, companhias aéreas disputam ativos da empresa, que está em recuperação judicial desde o fim do ano passado. Lance mínimo pelo negócio será de US$ 70 milhões

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São Paulo – A Gol e a Latam entraram na disputa com a Azul pelos ativos da Avianca, que está em recuperação judicial desde o fim do ano passado. As duas companhias aéreas anunciaram ontem que vão participar do leilão marcado para o próximo dia 18. Segundo o informe, as empresas concordaram em fazer, cada uma delas, pelo menos uma proposta pelas UPIs (Unidades Produtivas Isoladas) originadas do desmembramento da Avianca. O lance mínimo será de US$ 70 milhões.
A Latam e a Gol também se comprometeram com a gestora americana Elliott, maior credora da Avianca, a assumir 75% da dívida da empresa. Interessada nos aviões e nas autorizações para pousos e decolagens da companhia, a Azul já havia assinado um acordo não vinculante para ficar com os ativos da Avianca por US$ 105 milhões. A entrada de Latam e Gol agradou à gestora americana Elliott, que será beneficiada pelo aumento da concorrência e poderá faturar mais com o negócio.
De acordo com o comunicado enviado ao mercado, a Gol deverá apresentar uma proposta por pelo menos uma das UPIs da Avianca, além de comprar da Elliott US$ 5 milhões em financiamentos, mas neste caso só à medida que eles forem concedidos à Avianca Brasil. “A proposta apresentada potencializa a concorrência pelos ativos da Avianca Brasil e viabiliza nossa participação em leilão para aquisição de UPIs”, disse, em nota, Paulo Kakinoff, presidente da Gol.
Já a Latam informou que foi procurada pela Elliott para participar da proposta de reestruturação da Avianca. Dessa conversa nasceu a ideia de fazer uma oferta por pelo menos uma UPI no leilão, também no valor mínimo de US$ 70 milhões. Assim como a Gol, a Latam se comprometeu a fornecer capital de giro à Avianca Brasil, sendo que os empréstimos poderão chegar a US$ 13 milhões para possibilitar a continuidade das operações.
Para Jerome Cadier, presidente da Latam, o plano beneficia os credores, porque eleva os valores da disputa. Segundo Cadier, quando há apenas um competidor no leilão, o lance tende, por razões óbvias, a permanecer em patamares mais baixos. O oposto também é verdadeiro. Se várias empresas participam do leilão, a chance de arrecadação é maior.
A Azul foi a primeira empresa a demonstrar interesse pela Avianca. Há um mês, a companhia assinou uma proposta não vinculante no valor de US$ 105 milhões para a aquisição de parte dos ativos da Avianca Brasil. O negócio previa 70 pares de slots (direitos de pousos e decolagens) e 30 aeronaves Airbus A320. Para sair, porém, ele está sujeito a uma série de condições, como a conclusão do processo de diligência, a aprovação de órgãos reguladores, a anuência dos credores e o término do processo de recuperação judicial — etapas que não foram cumpridas até agora.
Os recursos que a Azul injetou na Avianca pelo pré-acordo anunciado recentemente têm permitido à empresa em situação falimentar continuar suas operações. O dinheiro tem sido usado para o pagamento de combustível, salários e parcela dos arrendamentos dos aviões. Se o negócio não sair conforme os termos iniciais, os valores desembolsados até agora voltam para a Azul.
“A proposta apresentada potencializa a concorrência pelos ativos da Avianca Brasil e viabiliza nossa participação em leilão para aquisição de UPIs” diz 
Paulo Kakinoff, presidente da Gol, em nota 

Alvo de ações

A Avianca é a quarta maior companhia aérea do Brasil, responsável pelo tráfego aéreo de 10,6% dos passageiros em território brasileiro, de acordo com os mais recentes dados disponíveis. Desde o ano passado, a empresa enfrenta dificuldades para pagar fornecedores e cumprir obrigações com concessionárias de aeroportos. Além disso, vem sendo alvo de ações que exigem a retomada de aeronaves arrendadas por falta de pagamento.
A situação é dramática. No final do ano passado, em um documento apresentado à Justiça, a Avianca afirmou que suas dívidas totalizavam R$ 495 milhões. Recentemente, os valores foram revistos, e a empresa admitiu que as pendências financeiras chegam a R$ 2,7 bilhões – e isso sem considerar as dívidas com os arrendadores de suas aeronaves, que não entraram no processo de recuperação.
Na semana passada, a Avianca Brasil informou a redução de sua frota para 26 aeronaves e o fechamento de suas bases operacionais em três aeroportos brasileiros: Belém (PA), Galeão (RJ) e Petrolina (PE). Como reflexo, a companhia precisou eliminar 21 rotas – 40% dos 53 trechos em que opera atualmente. Com o interesse no negócio por suas principais concorrentes, a Avianca pode, enfim, reduzir as turbulências que comprometem a sua sobrevivência no futuro.(Correio Brasiliense)
Blog Bruno Brito
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